Biografia Oficial
Formada entre o fim dos anos 80 e início dos 90, a D.O.S. (Deformação da Sociedade) nasceu como um grito de revolta em meio ao caos urbano. Após deixar sua antiga banda, onde atuava como baixista, Edson Khaos foi marcado por uma cena de violência brutal: a agressão de uma mulher nas ruas. Pouco depois, ao assistir ao filme O Justiceiro, despertou nele a urgência de expressar sua indignação e inconformismo através da música. Ali nascia a essência do D.O.S.: uma banda forjada para denunciar as mazelas sociais e confrontar um sistema corrompido.
A formação original contou com Edson Khaos (baixo), Mauro (vocal), Claudomiro e André (guitarras), e Val (bateria). Com o tempo, Khaos assume os vocais, André passa ao baixo, e a banda consolida sua sonoridade baseada no crossover hardcore finlandês, aliado à fúria do thrash americano e alemão.
Anos 90 e Retorno
Durante os anos 90, a banda enfrentou pausas e reformulações, mas voltou com força em 1999 sob nova liderança — agora com Rodrigo Artourios e Juliana — mergulhando num hardcore mais cru e direto. A D.O.S. firmou presença na cena underground com shows no lendário Hangar 110 e destaque na revista Metal HeaD.
Em 2011, Edson Khaos retorna, motivado pela constatação de que as injustiças sociais que presenciara nos anos 80 continuam vivas. A nova formação traz Diego (guitarra), Danielson (baixo) e Wander (bateria). No ano seguinte, lançam o álbum Deformação da Sociedade e, em 2013, o EP Prenúncio do Caos, consolidando o retorno da banda. Em 2014, abrem o show da lendária Salário Mínimo, marcando um ponto alto na trajetória.
Novas Fases e Engajamento
A D.O.S. passou por diversas formações, com músicos como Dogma (ex-Soldado Nuclear), Thiago (ex-Extreme Hate) e o retorno de Val na bateria. O trio formado por Edson, Claudomiro e Val segurou as rédeas do som combativo por um bom período.
Em 2017, durante o show “Calvário”, Daniel é convidado a integrar o D.O.S., trazendo sua noiva Vania para o baixo. A banda se apresenta em eventos como Crash Church, Independência Fest Rock, Festival Fim do Mundo, e integra a coletânea Cristo Suburbano Vol. 5. Nesse período, lançam o EP Feminicídio, reforçando o engajamento com causas sociais urgentes.
Após um breve hiato, em 2022 a banda ressurge com o EP Acertos de Conta, trazendo uma nova formação: Edson Khaos, Walter (guitarra), Wagner (baixo) e Léo (bateria), todos ex-integrantes do Porão 9.
Em 2023, o D.O.S. se mantém ativo com Daniel (guitarra), Josias (baixo) e Deio (bateria), participando de eventos como Refúgio Moriah e Refúgio do Rock. Dessa fase nasce o projeto paralelo Couraça da Justiça, que se apresenta na tradicional Woodstock.
Integrantes
Edson Neves
(Vocal e Líder)
Fundador da D.O.S. Crossover, Edson Neves é a voz e a liderança da banda. Sua trajetória remonta ao início do grupo, sendo a força motriz por trás da mensagem de resistência e denúncia social.
Diego Barreto
(Guitarrista e Compositor)
Guitarrista e compositor, Diego Barreto contribui com a sonoridade pesada e as composições que definem o estilo crossover da banda. É um pilar na criação musical do D.O.S. Crossover.
Daniel Gobbo de Souza
(Baixista e Produtor Musical)
Baixista e produtor musical, Daniel Gobbo de Souza traz sua experiência técnica para a banda, garantindo a qualidade sonora e a base rítmica potente do D.O.S. Crossover.
Vander
(Baterista)
Vander retorna às baquetas da D.O.S. Crossover, trazendo sua técnica e peso para a cozinha rítmica da banda, reforçando a pegada visceral do grupo nesta nova fase.
2026: Retorno e Resistência
Agora em 2026, a D.O.S. retorna mais afiada do que nunca. A nova formação — Edson Khaos (vocal), Diego (guitarra), Daniel (baixo) e Vander (bateria) — carrega energia renovada e a mesma fúria que sempre os moveu. Em tempos de censura velada, conformismo artístico e bandas silenciadas, o D.O.S. resiste.
A faixa “Happy Die” tornou-se um verdadeiro hino da banda, presente em coletâneas importantes como a Cooperativa Punk e Cristo Suburbano, ecoando além de seus próprios lançamentos.
Com um som cru, visceral e engajado, D.O.S. Crossover segue como um grito urgente por justiça, dignidade e igualdade — mantendo viva a resistência musical contra a opressão.